Friday, August 05, 2011

Bon Jovi, 2011-07-31 - BLITZ (in portuguese)

http://blitz.sapo.pt/bon-jovi-no-parque-da-bela-vista-lisboa-texto--fotogaleria=f75523

Bon Jovi no Parque da Bela Vista, Lisboa [texto + fotogaleria] -

Bon Jovi no Parque da Bela Vista, Lisboa [texto + fotogaleria]

56 mil pessoas (números da organização) assistiram ao último concerto da presente digressão dos Bon Jovi. Mãos ao alto e corações inflamados na Bela Vista.

Houve um momento, na reta final do concerto dos Bon Jovi em Lisboa, ontem à noite, que deverá ficar marcado na memória dos milhares de fãs que trocaram o sossego dominical pela romaria à Bela Vista. No final de "Wanted Dead or Alive", uma das músicas pelas quais Jon Bon Jovi disse, em entrevista, que não se importaria de ser recordado, o duo dinâmico, carismático e fotogénico desta banda - Jon e Richie Sambora, pois então - para uns segundos para contemplar a imensa plateia que tem à sua frente. No meio de tanto showbizz e tanta, compreensível, encenação (afinal, não se põe uma máquina destas em andamento com base no improviso), a pausa parece espontânea e o sorriso da dupla tão genuíno como a ovação. Esta é a última noite da digressão "best of" dos Bon Jovi, possivelmente a última em alguns anos, e podemos dar-nos ao luxo de pensar que a emoção sem palavras que percorre o rosto dos dois veteranos é verdadeira. Às vezes, um momento destes é o que basta para tornar um concerto profissionalão, mas que mal se distinguiria do anterior, numa qualquer outra cidade, em algo mais personalizado e próximo do coração. Que, logo a seguir, a banda tenha acedido aos pedidos dos fãs das primeiras filas e tocado a canção que traziam escrita em dezenas de cartazes - a pouco rodada "I Believe", do longínquo Keep The Faith - reforçou a ideia de que a máquina dos Bon Jovi, alimentada a canções de otimismo, esperança, amor e alguma consciência de classe, é suficientemente flexível para uma ou outra bem-vinda surpresa.

Num local tão imenso como o Parque da Bela Vista, o espetáculo de palco que os Bon Jovi trouxeram também saiu vencedor. Mesmo quem estivesse "na cauda" do recinto sentia um mínimo de proximidade com o que se passava em palco pois, no enorme meio círculo acima do mesmo, eram projetadas imagens, em tamanho gigante e em tempo real, dos músicos. Algumas canções tinham direito a pequenos filmes pré-preparados (destaque para as mulheres sensuais que acompanharam o medley de "Bad Medicine") mas, nos momentos em que a cumplicidade entre Jon e Richie era o mais importante ("Wanted Dead or Alive", mas também "I'll Be There For You", balada bem resgatada ao álbum New Jersey), o ecrã refletia isso mesmo, sem outras distrações visuais. Foi, mercê deste equilíbrio e da criatividade de algumas soluções - como o fogo de artifício virtual, certamente mais ecológico que o verdadeiro - um dos melhores palcos que já vimos passar por Portugal.

A noite de música começou quando o sol ainda derramava os últimos raios sobre a Bela Vista, depois de um trailer quase cinematográfico e com um impressionante mar de telemóveis a registar (e iluminar) o momento. "Raise Your Hands", do ancião Slippery When Wet, serviu de mote à abertura e complicou a vida a quem planeava passar o concerto agarrado ao concerto ou à máquina fotográfica. A passagem de um avião, dos muitos que, ali, voam bem baixinho, ajudou ao efeito dramático deste arranque, seguido com estrondo por "You Give Love a Bad Name". A excitação de ter um hit desta envergadura tão cedo, conjugada com o sorriso ofuscante de Jon Bon Jovi (e o avião a quem toda a gente diz adeus), coloca o espetáculo no trilho do sucesso. A norma, com os Bon Jovi, é não falhar, quer na manga se tenha a fantasia romântica mais singela ("Born To Be My Baby", "In These Arms"), a mensagem de esperança ("We Weren't Born To Follow", "It's My Life", "Keep The Faith") ou a melancolia tingida de country ("Lost Highway", "Who Says You Can't Go Home").

Homem de família e homem de trabalho ("Não vamos perder tempo a falar, que há muitas músicas para tocar", diz a certa altura), Jon Bon Jovi continua a dominar a multidão ("Ele sabe cativar as pessoas", comentava uma senhora a nosso lado. "Johnny, faz-me um filho!", berrava um seu amigo). E com as suas mensagens simples e a sua jaqueta vermelha (no encore, substituída por t-shirt transpirada e blusão de cabedal), apela com sucesso à comunhão e a um sentido de família que começa na banda. À exceção do baixista Hugh McDonald, que como não é membro de raiz está no que parece ser o "quarto dos fundos" do palco, tanto Richie Sambora como David Bryan (que cantou em "In These Arms") e Tico Torres são os músicos que sempre nos habituamos a ver no papel de secundar o sonho rock 'n' roll de Jon Bon Jovi. Há aqui confiança no que eles fazem, que é entreter-nos nesta noite amena de domingo. E esse capital de confiança e respeito faz com que "(It's Hard) Letting You Go", balada quase gospel de These Days , seja escutada com o silêncio possível, ou que ninguém pareça zangado por êxitos como "Bed of Roses" terem ficado de fora e canções desconhecidas do grande público, como "Captain Crash & the Beauty Queen of Mars", que não destoaria num disco dos Killers, ganharem o seu lugar no alinhamento.

Tal como previsto, houve dois encores, um dos quais precedido por uma grande ovação à banda, que se uniu de mãos dadas em palco. Também aqui os Bon Jovi deram ao povo o que o povo queria ouvir - a hiper balada "Always", cujo refrão berrado a 56 mil vozes se deve ter ouvido na Margem Sul do Tejo - e aquilo que, aparentemente, lhes dá prazer tocar e quiseram também lembrar neste adeus aos palcos: "I Love This Town", do seu disco mais country, Lost Highway. A despedida fez-se ao som de "Twist and Shout", mas tal como Jon Bon Jovi diz não se importar de ser recordado por "Wanted Dead or Alive" e "Livin' on a Prayer", não faremos um mau serviço se resumirmos este concerto com base nessas duas músicas: o riff misterioso e a letra solitária da primeira, cantada por quase 60 mil pessoas, e a saga de Tony e Gina gritada com ganas de "vítimas" de crise, e com um mosaico de muita gente diferente no ecrã gigante, como que espelhando o seu apelo universal. Algures pelo meio, Jon Bon Jovi agradeceu, prosaicamente, "o apoio e a amizade" emprestados pelo público português à sua banda nos últimos 30 anos e garantiu que esta foi uma grande noite. Como faz todas as noites e como reconhece na letra da canção ("I've seen a million faces and I've rocked them all"). Mas... terá sido uma lagrimita que lhe vimos ao canto do olho? "We'll miss you too", confessou apenas no início do segundo encore. Fica-lhe bem a discrição.

ALINHAMENTO - BON JOVI NO PARQUE DA BELA VISTA, LISBOA 31 DE JULHO DE 2011

1. Raise Your Hands
2. You Give Love a Bad Name
3. Born To Be My Baby
4. We Weren't Born To Follow
5. Lost Highway
6. It's My Life
7. Get Ready
8. In These Arms
9. We Got It Goin' On
10. Captain Crash & the Beauty Queen From Mars
11. Bad Medicine / Gloria / Pretty Woman
12. (It's Hard) Letting You Go
13. When We Were Beautiful
14. I'll Be There For You
15. Who Says You Can't Go Home
16. I'll Sleep When I'm Dead
17. Any Other Day
18. Have a Nice Day
19. Keep The Faith

ENCORE

20. These Days
21. Wanted Dead or Alive
22. I Believe
23. This Ain't a Love Song
24. Livin' on a Prayer

ENCORE 2

25. Always
26. I Love This Town
27. Twist and Shout

Texto de: Lia Pereira
Fotos de: Rita Carmo/Espanta Espíritos
Notícia escrita por Blitz hoje às 0:34

Next the story of Whitin Temptation at Coliseu, Lisboa, Portugal on October 12th 2011.

Monday, August 01, 2011

Bon Jovi, 2011-07-31 - Parque da Bela Vista, Lisbon

Sun, Jul 31, 2011 in Lisbon, Portugal @ Parque da Bela Vista

Went to Parque da Bela Vista to see Bon Jovi (Open Air Tour).
Arrive there early like usualy. It was a long morning but was with many portuguese and european Bon jovi friends from the Bon Jovi fan club "Backstage With Jon Bon Jovi".
I had the Bounce VIP Package. Went to the Diamond Ring. Was on the right side in front of David Bryan. The stage was a little high but even though standing on a second row I could see everything.

We had 2 bands before Bon Jovi ("Red Lizzard" and "Klepht").

The first band was Red Lizzard. They played for 22 minutes.

The second band was Klepht. They played for 29 minutes.

Finally was time for Bon Jovi. They played for 165 minutes.

They were awesome like always. The portuguese fan club requested "I Believe" and the band played the song on the first encore.

I will write here the setlist:

01. Raise Your Hands
02. You Give Love a Bad Name
03. Born to Be My Baby
04. We Weren't Born to Follow
05. Lost Highway
06. It's My Life
07. Get Ready
08. In These Arms
09. We Got It Goin' On
10. Captain Crash & the Beauty Queen From Mars
11. Bad Medicine / Gloria / Pretty Woman / Shout
12. (It's Hard) Letting You Go
13. When We Were Beautiful
14. I'll Be There for You
15. Who Says You Can't Go Home
16. I'll Sleep When I'm Dead
17. Any Other Day (First time since 2008)
18. Have a Nice Day
19. Keep the Faith
Encore:
20. These Days
21. Wanted Dead or Alive
22. I Believe
23. This Ain't a Love Song
24. Livin' on a Prayer
Encore 2:
25. Always
26. I Love This Town
27. Twist and Shout (The Top Notes cover)


Some videos of Bon Jovi I made (5):

Bon Jovi-Get Ready, Lisbon, PT, 2011-07-31
http://youtu.be/J4u7K4DGNnM
And the video:


Bon Jovi-In These Arms, Lisbon, PT, 2011-07-31
http://youtu.be/wl915fnT1C8
And the video:


Bon Jovi-(It's Hard) Letting You Go, Lisbon, PT, 2011-07-31 HD
http://youtu.be/zWWaTTuOupU
And the video:


Bon Jovi-I Believe, Lisbon, PT, 2011-07-31
http://youtu.be/NLmYQ7vmotc
And the video:


Bon Jovi-This Ain't A Love Song, Lisbon, PT, 2011-07-31
http://youtu.be/bjwNWOcuJ9M
And the video:


Next the story from BLITZ (in portuguese) of Bon Jovi in Lisbon on July 31st 2011.
After, the story of Whitin Temptation at Coliseu, Lisboa, Portugal on October 12th 2011.

Sunday, July 10, 2011

30 Seconds to Mars, 2011-07-10 - Canela & Hortelã (in portuguese)

http://canelaehortela.com/optimus-alive-dia-3-com-concerto-de-30-seconds-to-mars-a-saber-a-pouco/

Optimus Alive: Dia 3 com concerto de 30 Seconds to Mars a saber a pouco

Domingo, 10 de Julho de 2011


Reportagem de Patrícia Vistas (texto) e Sara Santos (fotos)
No terceiro dia de Optimus Alive, mal pusemos pés no recinto e começámos logo a ouvir um burburinho de que qualquer coisa se passava no palco principal, não descurando, corremos para o palco Super Bock, pois estava a começar Angus & Julia Stone, dois irmãos australianos que se fazem acompanhar de uma banda (baterista, baixista e violoncelista).
Julia prova-nos que as meninas doces também sabem tocar guitarra freneticamente e teclados e trompete, um arraso esta miúda. Entre o agitado e o acústico, estes dois irmãos não pararamm de surpreender e o tema “Big Jet Plane” é cantado em coro, a tenda estava composta. Um concerto memorável, íntimo e a pedir uma repetição talvez numa sala como a Aula Magna.
Ainda sem alterações no palco principal, a preocupação era a segurança e por isso ainda não se sabia que horas iriam começar os concertos e quem subiria ao palco. Havia caras de pânico na multidão, estavam fãs sentadas na frente do palco desde as 15h00 para ver de perto o tão bonito Jared Letto com os seus 30 Seconds to Mars.
Voltámos à tenda do fundo, Fleet Foxes entraram em cena decididos a partir tudo, estavam eléctricos estes miúdos. Pela primeira vez em terras lusas, esta banda de Seattle apresentou temas como “Mykonos”, “Your Protector”, “White Winter Hymnal”, “Lorelai”, e terminaram com “Helplessness Blues”. Foi dos concertos mais energéticos e mágicos da noite, uma mistura que é sempre muito difícil de encontrar, mas que estes rapazes fazem tão bem.
Mas, o concerto da noite ainda estava por chegar, e quem sabe se não o concerto de todo o festival, Grinderman, liderado pelo fabuloso Nick Cave estava prestes a entrar em ação, no palco Super Bock (ainda sem notícias do palco principal e com fãs cada vez mais nervosos).


Nick entrou de guitarra em punho e ao primeiro acorde pôs todo o publico em êxtase, tocaram “Mickey Mouse and the Goodbye Man” com uma energia eletrizante, de arrepiar, uns verdadeiros animais de palco com uma astúcia brilhante. Nick sempre muito dedicado atirava-se para cima dos fãs, descia e subia ao palco, ora estava no meio da multidão ora estava em cena, ora estava de mãos dadas com os fãs pra a tocar guitarra num pedestal. Que senhor este Nick. Não podemos deixar escapar Warren Ellis, que na musica “Get it On”, a cantou deitado no chão, uma verdadeira excentricidade, um concerto único, uma espécie de transe, uma espécie de entrega.

As maiores explosões de rock ‘n roll passam-se quando são entoados os temas “Honey Bee”, ‘Kitchenette’, ‘No Pussy Blues’. De referir que este concerto foi o único no palco Super Bock que teve direito a encore, os fãs estavam determinados a não deixar escapar Nick Cave, e este correspondeu às suas expectativas, voltando e dizendo “Pronto, tocamos mais uma mas depois temos mesmo de ir embora!!!”, e assim foi. Obrigada Grinderman.
Já tarde da noite, começaram-se a ouvir burburinhos que dentro de pouco tempo subia ao palco, finalmente, 30 seconds do Mars, mas entrentato estava a começar Thievery Corporation que vieram abanar os fãs ao tom de reggae e ragga. Uma onda de relax para ir dançando e convivendo.
E no palco principal, finalmente entrava em cena Jared Leto e a sua banda – 30 Seconds to March, (o primeiro dos dois concertos que acabaram por se realizar no palco principal).
Cheio de pica e garra, Jared queria compensar os fãs por todo aquele atraso e toda a dúvida instalada. Ele queria fazer da nossa noite, “a melhor noite das nossas vidas” e bem tentou e bem se esforçou. Jared pegou no público, brincou, brindou, elogiou e cantou-lhe de coração. Mas, as más notícias estavam a chegar, o concerto teve de ser encurtado devido a todos os atrasos e problemas que ocorreram anteriormente, e um concerto que devia ter durado 2 horas, ficou-se pelos 40 minutos, para desagrado de tanta gente que esperava por este momento. Mas, não foi por isso que o concerto não esteve no seu melhor. Só lhe faltou mais tempo. Os singles foram cantados e entoados do início da multidão ao fim em “Closer to the Edge” e “This is War”, que pôs tudo aos saltos. No fim, não faltaram os confettis para dar cor ao todo aquele espetáculo. Foi bom, mas curto.

Esperava-se agora por Chemical Brothers, mas ainda tivemos tempo de ver a atuação de Slimmy, este artista do norte, tem uma excentricidade única, e sabe muito bem o que fazer com ela em palco. Com uma tenda meio vazia ainda fez os que o assistiam saltar e dançar.
E os Chemical Brothers entraram e parou o mundo, estávamos a assistir a um espectáculo de dança e foi assim de início ao fim. De levantar pó!
Após tanto desespero, tantas voltas, tantas perguntas, o terceiro dia estava finalizado.